Prefeitura do Recife se engaja em campanha para garantir educação inclusiva

29 de janeiro de 2018

 

Foto: Arquivo DEE

 

Nos últimos cinco anos, a rede municipal de ensino do Recife registrou um aumento de 27,5% no número de matrículas de estudantes com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, com um salto de 2.661 deles registrados em 2012 contra 3.392 matriculados em 2017. A partir de janeiro de 2018, a Secretaria de Educação do Recife se une à Secretaria de Educação do Estado e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para alertar a sociedade para o tema através da campanha ‘Escola Inclusiva é Legal’, na qual a principal mensagem é fazer a população conhecer que a prática de cobrança de taxas extras para alunos da educação inclusiva é ilegal.

Para sensibilizar a população para o tema, as entidades irão promover a afixação de cartazes em escolas, além de promover debates e entrevistas sobre o assunto junto aos meios de comunicação, nos quais serão esclarecidas as garantias legais dos estudantes público-alvo da educação inclusiva como o fato de que escolas públicas e privadas não podem negar matrícula a estudantes com deficiência ou cobrar taxas extras para oferta de serviços educacionais aos estudantes público-alvo da educação inclusiva. O descumprimento da Legislação configura crime passível de punição com reclusão de 1 a 4 anos.

Confira dados da Educação Inclusiva no Recife

Entre os anos de 2012 e 2017, a rede municipal do Recife detectou um aumento de 27,5% de matriculas de alunos com deficiência, autismo e altas habilidades/superdotação.

E2012: 2.661 estudantes

2017: 3.392 estudantes (Total de alunos da rede – representam 3,7% do total da rede, formada por 90.166 estudantes)

Professores – a rede conta com 224 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), docentes com pós graduação em Educação Especial. Destes, 34 fazem itinerância.

Salas de recursos multifuncionais

Os alunos contam ainda com 120 salas de recursos multifuncionais, que são espaços com equipamentos pedagógicos específicos para o desenvolvimento desses estudantes.

Apoio de Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar – Desde 2015, o Recife também é uma das únicas três capitais do país que contam com Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEE), servidores que se dedicam a estudantes que possuem um maior grau de dependência. Em 2015, a Secretaria de Educação do Recife realizou concurso público para contratação de 500 AADEEs (validade até o fim da validade do concurso. Até agora, 208 deles já foram nomeados), transformando Recife em uma das únicas três capitais brasileiras a dispor deste tipo de profissional.

Tablets – Em 2016, 500 tablets foram entregues para uso exclusivo dos estudantes da Educação Especial. Os equipamentos vêm com o software Livox, que facilita a comunicação de alunos com autismo e paralisia cerebral que tenham comprometimento da fala. Foram distribuídos 260 equipamentos para estudantes da rede que poderão levar os tablets para casa, para que o equipamento facilite a comunicação deles com os familiares, professores e demais alunos, e outros 240 tablets com Livox foram entregues para as escolas que têm salas de recursos multifuncionais, que é onde os professores especializados em Educação Especial atendem individualmente os estudantes com deficiência, no contraturno das aulas a que eles assistem nas turmas regulares, com os demais estudantes.

Comunicação Facilitada para autistas

A Secretaria de Educação da Prefeitura do Recife e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram oficinas de Comunicação Facilitada voltada para 20 professores do ensino especial e para 20 alunos autistas. Hoje há 406 estudantes autistas na rede, que têm aula nas salas regulares, junto com os demais alunos. No contraturno, desenvolvem trabalhos direcionados com 198 professores do AEE nas salas de recursos multifuncionais

Transporte escolar inclusivo

A Prefeitura do Recife disponibiliza de serviço de vans e microônibus para reforçar o Transporte Escolar Inclusivo (TEI) oferecido aos alunos com deficiência que têm grandes comprometimentos na locomoção, comunicação e interação social.

Salas Regulares Bilíngues

A Secretaria de Educação do Recife tem salas bilíngues para os alunos surdos matriculados na rede municipal de Ensino. Atualmente, 69 estudantes estão matriculados em 19 turmas distribuídas em oito escolas que funcionam como polos. Lá, eles aprendem Libras como primeiro idioma, ampliando o uso social da linguagem de sinais, e português como segunda língua, para contemplar o ensino na modalidade escrita em todas as áreas de conhecimento. Dessa maneira, os alunos têm a linguagem de sinais adicionada aos componentes curriculares, conforme recomenda o Plano Nacional de Educação. Quem não sabe se comunicar em Libras também aprende a língua nas salas bilíngues. Com essa iniciativa, o Recife agora faz parte das cidades brasileiras que possuem escolas públicas bilíngues. Atualmente, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Campina Grande adotam esta iniciativa.

 

 

Professores do AEE participam de abertura de curso de aperfeiçoamento

4 de janeiro de 2018

 

Foto: Arquivo DEE

 

A Secretaria de Educação do Recife, por meio da Divisão de Educação Especial promoveu no dia 20 de dezembro a abertura do curso de aperfeiçoamento em atendimento educacional especializado, na Escola de Formação de Educadores do Recife professor Paulo Freire – EFER. Para a apresentação do projeto do curso, o evento contou com a presença de Rogério Morais, Diretor Executivo de Gestão Pedagógica; Gil Pilé, Gerente de Política e Formação Pedagógica e Shirley Moura, Chefe da Divisão de Educação Especial.

Os 195 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), receberam as instruções das diretrizes quanto à apresentação do formato, da duração, do conteúdo, da metodologia e cronograma do curso que será semipresencial e irá oportunizar atualização e enriquecimento acerca dos principais temas norteadores para prática de intervenções significativas e otimizadoras, junto à comunidade escolar, principalmente, os estudantes que são atendidos pelo AEE nas unidades educacionais da Rede Municipal numa perspectiva inclusiva.

Convidada como palestrante, a Professora Maria do Carmo de Oliveira abordou sobre a importância do aperfeiçoamento para a prática do AEE.

Num momento de confraternização os professores trocaram as principais experiências vividas no ano de 2017 e relataram quais as perspectivas do resultado que virá com o curso de aperfeiçoamento quando aplicarem todo o conteúdo aprendido, nas suas salas de aula.

 

 

Prefeitura do Recife lança Certificação para Escolas Inclusivas

14 de dezembro de 2017

 

Foto: Arquivo DEE

 

Nos últimos cinco anos, a rede municipal de ensino do Recife registrou um aumento de 27,5% no número de matrículas de estudantes com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, com um salto de 2.661 deles registrados em 2012 contra 3.392 matriculados em 2017. Para estimular e valorizar o desempenho das unidades de ensino no segmento, a Prefeitura do Recife, lançou, no dia 7 de dezembro, a Certificação Escola Inclusiva em parceria com o Instituto Rodrigo Mendes, referência nacional em educação inclusiva. O evento aconteceu durante a manhã na Escola de Formação de Educadores do Recife Paulo Freire, na Madalena.

A Certificação Escola Inclusiva tem por objetivo identificar e reconhecer unidades educacionais da Rede Municipal do Recife que realizem um trabalho efetivamente inclusivo, sobretudo no atendimento dos estudantes público-alvo da Educação Especial. A partir de janeiro, com apoio do Instituto Rodrigo Mendes, a Secretaria de Educação vai iniciar o diagnóstico de cada unidade de ensino do município, levantar suas necessidades e assim, através de monitoramento e qualificação do corpo técnico, tornar a rede ainda mais qualificada e inclusiva. Atualmente o a Secretaria de Educação do Recife conta com 309 unidades e o próprio Rodrigo Mendes veio à capital recifense para palestrar hoje para gestores das unidades educacionais, professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), gerentes e chefias de divisões.

Para Alexandre Rebêlo, secretário de Educação, a ação é uma pauta prioritária. “Tivemos um aumento de quase 30% de estudantes na educação inclusiva e nosso desafio envolve não só o acolhimento aos estudantes, mas do nosso entendimento sobre que cidade desejamos para o futuro. A educação inclusiva também é extremante importante para o que ela traz para os demais estudantes da escola”, pontuou, ao exemplificar uma visita que realizou a uma unidade de ensino no Ibura: ao acompanhar uma atividade da leitura de uma professora para crianças da educação infantil, percebeu que todo o grupo, subitamente, começou a cantar e bater palmas. De pronto a professora esclareceu que um coleguinha da turma era autista e que, ao notar que a criança ficava um pouco mais agitada, seus companheirinhos de classe já entoavam a canção que sabiam que o acalmava.

Rodrigo Mendes, por sua vez, ressaltou para os presentes que a escola deve ser um espaço que acolhe todos, mas que persegue altas expectativas para cada um. “Deve ser um local que iguala as oportunidades e diferencia estratégias”, pontuou. A iniciativa é mais um passo dado pela Prefeitura do Recife para o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), que determina metas e estratégias para a política educacional dos próximos dez anos, como a garantia do direito a educação básica com qualidade, a universalização do ensino obrigatório e a ampliação das oportunidades educacionais, entre outros.

Atualmente, 3.392 estudantes deste grupo são inclusos nas salas regulares, junto com os demais estudantes da rede municipal. A partir do grupo 4, estes estudantes com deficiência também passam a desenvolver, no contraturno da aula na turma regular, trabalhos direcionados com 224 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que são os docentes com pós-graduação em Educação Especial. A rede também conta com o apoio de 208 Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEE), servidores que se dedicam a estudantes com maior grau de dependência.

 

 

Estudantes da rede municipal participam da ação "Brincando também se inclui"

30 de outubro de 2017

 

Foto: Arquivo DEE

 

A Gerência Geral da Pessoa com Deficiência da Prefeitura do Recife, em parceria com a Divisão de Educação Especial, participou, no dia 20 de outubro, do Projeto Praia Sem Barreiras Arena Boa Viagem na ação “Brincando Também se inclui”.

A equipe da Divisão de Educação Especial/ DEE organizou um grupo de 25 estudantes com deficiência (síndrome de Down, Autistas, com dificuldade de locomoção e usuários de cadeira de rodas) de seis escolas municipais do Recife, que são usuários do Transporte Escolar Inclusivo/TEI para vivenciar este dia diferente.

Para a atividade, foram utilizados sete veículos adaptados do TEI: quatro micro- ônibus e três vans para atender tanto aos estudantes como aos seus familiares, garantindo assim, um traslado seguro e confortável.

A alegria das crianças e de seus familiares nas atividades desenvolvidas era contagiante. Eles participaram das atividades de dança, capoeira, escovação e doação de escovas de dente e pasta, banho de piscina e de mar, utilizando a cadeira flutuante.

O Prefeito Geraldo Júlio e algumas autoridades dentre elas, a secretária executiva de espostes, Yane Marques, prestigiaram esta ação recreativa alusiva ao dia das crianças.

O evento foi de suma importância como ferramenta de inclusão social das crianças com deficiência, dando- lhes a oportunidade de vivenciar uma manhã prazerosa e descontraída. A ação alcançou resultados satisfatórios, pois contou com a parceria dos gestores escolares, Professores do Atendimento Educacional Especializado, Agente De Apoio Ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEE), estagiários, cuidadores, motoristas e as famílias dos estudantes.

 

Rede municipal de ensino se prepara para receber crianças com microcefalia

23 de outubro de 2017

 

Foto:Cortesia

 

No próximo ano, a rede de ensino do recife começa a acolher as crianças com Microcefalia relacionadas ao surto do Zika Vírus que aconteceu em 2015. No total, serão 74 crianças recebidas nas salas de escolas e creches-escolas e, na última semana, os profissionais já começaram a passar por uma qualificação específica em relação ao tema, através de uma iniciativa da Divisão de Educação Especial.

A ação aconteceu na última quinta (21), através de uma palestra e um debate promovidos na Escola de Formação do Recife Professor Paulo Freire, que foram ministrados para os 233 profissionais do corpo docente do Atendimento Educacional Especializado. No turno da manhã, a médica Fátima Vasco discorreu sobre os achados da ressonância magnética nos bebês com Síndrome Congênita Zika Vírus. À tarde, a palestrante Daniela Rorato discorreu sobre inclusão e a sociedade civil.

Para a chefe da Divisão de Educação Especial, Shirley Moura, a formação é essencial para enfrentar os desafios no futuro. “É importante formar nossos professores das Salas de Recursos Multifuncionais, que eles possam ter todo o apoio necessário em sala de aula para receber estas crianças com Microcefalia e poder ofertar uma educação com qualidade social”, defende. Atualmente, há quatro crianças com microcefalia matriculadas na rede.

Uma das novidades para o ano letivo de 2018 é o Kit Multissensorial que passará a ser utilizado na rede. Cedidos pela Secretaria de Saúde do Recife, o kit possui 10 objetos, todos destinados a estimular funções visuais, auditivas, motoras, táteis e cognitivas das crianças com microcefalia. “Tudo é muito novo no Brasil sobre a Microcefalia em si, mas a Secretaria de Educação em Recife já se antecipa para formar os profissionais, ampliando a rede de inclusão na capital”, pontuou Shirley.