Festival de Programação e Robótica 2025 transforma o Recife em palco de inovação e criatividade

imagem de Guilherme Vila Nova
A iniciativa reúne estudantes, professores e convidados de outras redes com mostra de projetos inovadores e atividades interativas; competições seguem até a próxima sexta-feira (29). Foto: Kleyvson Santos/ Junior Lira

COMEÇOU! O Festival de Programação e Robótica do Recife 2025 – Programando o Futuro, evento que marca a culminância de um trabalho contínuo de ensino de computação desenvolvido na Rede Municipal de Ensino do Recife, abriu as portas nesta terça-feira (26). A iniciativa reúne estudantes, professores e convidados de outras redes em uma grande celebração do conhecimento, da tecnologia e da criatividade. O FPR 2025 será realizado até o dia 29 de agosto, no Recife Expo Center, no bairro do Recife.

O festival tem como objetivos incentivar a aprendizagem criativa, desenvolver competências digitais e o pensamento computacional, fomentar soluções inovadoras e socialmente relevantes, além de contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na educação.

“O Festival de Programação e Robótica do Recife é uma grande celebração ao trabalho e inovação na educação básica, reunindo aqui mais de 150 escolas, estudantes de todas as redes públicas e privadas da cidade do Recife e do estado de Pernambuco que também vão competir na OBR Estadual. Um momento incrível que marca o trabalho de educação aqui na cidade do Recife. Estaremos aqui até sexta-feira, no Recife Expocenter, com uma série de atividades, além de oficinas, competições e atividades para educação infantil. Um momento muito bacana celebração do nosso trabalho”, destacou Marcelo Dantas, gerente geral de Inovação na Educação. 

O festival conta com a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que definirá as equipes pernambucanas classificadas para a competição nacional, no Espírito Santo. O RecLine, competição voltada aos anos iniciais, desafia os estudantes na montagem de robôs e no raciocínio lógico e a Robótica Artística, modalidade que une arte e tecnologia em apresentações criativas. O festival também abriu espaço para a FIRST LEGO League Explore (FLL), com projetos criados por estudantes da educação infantil e anos iniciais. Outro destaque será a apresentação de projetos do Programa Embarque Digital, desenvolvido em parceria com universidades e instituições de ensino superior.

As competições desafiam os estudantes a colocarem em prática conceitos de lógica, programação e criatividade na resolução de problemas do dia a dia. Na modalidade prática, os jovens testaram seus robôs em arenas com obstáculos e missões específicas, enquanto na modalidade artística foram apresentados projetos que uniam tecnologia, design e expressão criativa. "É a minha primeira vez participando e já vejo o quanto é incrível. A experiência com a robótica é algo que nunca vou esquecer, porque une gerações e mostra o futuro acontecendo agora”, disse a estudante da Escola Municipal em Tempo Integral Pedro Augusto, Letícia Marques. 

As disputas desta terça fazem parte da etapa regional Recife da OBR e, ao final do dia, os participantes conheceram as equipes da Rede Municipal que se classificaram para a próxima fase da competição, a etapa estadual que acontece na sexta-feira (29). 

As equipes da Rede Municipal que garantiram vagas para a próxima fase da competição foram: Primeiro lugar: Nível 1 – Futurebot, da Escola Municipal Padre Antônio Henrique; Nível 2 – The Fúrias, da Utec Gregório Bezerra. Segundo lugar: Nível 1 – Bosco Bit, da Escola Municipal Dom Bosco; Nível 2 – Gigantes de Aço, da Escola Padre Antônio Henrique. Terceiro lugar: Nível 1 – Roboticvoltz, da Escola Municipal Rodolfo Aureliano; Nível 2 – Testech, da Escola Municipal Antônio Heráclito do Rêgo. 

Para a Secretária de Educação do Recife, Cecília Cruz, o evento reafirma a prioridade da cidade em investir na formação digital dos estudantes. "Mais do que celebrar títulos e medalhas, o Festival é um espaço de troca e aprendizado. Aqui, nossos alunos dividem experiências, conhecem novas práticas e mostram que a ciência e a robótica podem unir gerações, incentivar meninas e meninos igualmente e abrir caminhos para o futuro", disse.